sábado, 15 de março de 2008
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
Salvando um casamento da bebida e da falta de união após os 70 anos de idade...

Era a noite de uma sexta-feira, e eu aguardava pelo Pastor da minha Igreja, porque naquele dia fazíamos algo que chamávamos de “Corredor dos Milagres” com toda a congregação, meu Pastor era um homem muito honrado e havia recebido por Deus o Dom de Cura e de Maravilhas e Prodígios, então eu e mais algumas pessoas o acompanhávamos em seus cultos auxiliando-o no altar.
Ele ainda não havia chegado à igreja e eu estava sentada em um dos bancos da nave da igreja com minha bíblia aberta lendo algo que agora não me recordo mais. Foi quando se aproximou de mim e sentou ao meu lado uma bela senhora. Ela tinha longos cabelos brancos abaixo da cintura, vestia um vestido de cambraia bordada branco, calçava chinelos muito simples e surrados e abraçava sua bíblia com muito carinho. Então me perguntou se poderia conversar comigo, eu lhe respondi que sim, ela me contou a seguinte historia.
Ela e o esposo seguiam a Jesus desde o nascimento, eram de família cristã e tiveram casamento cristão, mas em dado momento da vida a dois, o seu marido desviou-se do caminho de Cristo, começou a beber e em casa eles tinham muito problemas de relacionamento. Contou-me isso e perguntou-me: “Irmãzinha o que eu faço? Antes de sair de casa naquela noite para vir a igreja orei ao Senhor e disse ao Eterno: “Senhor, vou falar com aquela jovem esta noite quando a encontrar na igreja e o que ela me disser como solução para o meu problema eu farei, então coloca tuas palavras na boca da jovem”. A referida jovem era Eu!
Depois de ouvir tudo isso, pensei: “Que responsabilidade! Quando nem casada eu sou ainda, como posso orientar uma senhora que aparenta ter uns 70 anos de idade?”. Então, eu orei e pedi a orientação do alto e o que me veio ao coração eu repassei a ela. E foi assim.
Pedi para que separasse um vidro de óleo unicamente para este fim, então levasse até o meu Pastor e pedisse a ele para que o consagrasse ao Senhor como de costume e como lhe era autorizado fazê-lo. Uma vez feito isso, ela levaria para casa este óleo consagrado, e ungiria todas as roupas dele de forma invisível, lhe sugeri que ungisse somente as etiquetas de todas as peças de roupas, desde as roupas mais intimas até as gravatas que pouco ele utilizava. Disse-lhe também para que não o deixasse mais beber no bar, e quando as bebidas chegassem a sua casa elas também fossem ungidas nas suas embalagens e o deixasse beber com tranqüilidade.
Ela se surpreendeu com a resposta inusitada que lhe dei, mas me disse que assim o faria.
Não me recordo bem exatamente quanto tempo depois a reencontrei, mas quando isso ocorreu lembro-me bem que ela estava entrando na igreja sorridente de braços dados com um senhor que usava um distinto terno surrado pelo tempo e já meio justo em seu corpo, foi então que imaginei que ele poderia ser seu marido.
Mais tarde após o termino do culto ela veio e me apresentou ele e de fato eu estava certa em deduzir que era seu esposo, então ela me chamou em particular e me disse: “Obrigada, foi através de você que Jesus operou, ele é meu esposo, largou a bebida, está hoje se reconciliando com Jesus e os meus problemas conjugais acabaram!”
Amados, me senti feliz por aquele casal e me senti lisonjeada por Jesus ter me usado como seu instrumento naquela ocasião. Mas diante desse ocorrido vi o quanto é importante “vigiarmos e orarmos”, se tivesse eu deixado meu ego tomado conta de mim, certamente não serviria pra nada como instrumento do Senhor, mas como eu temi a responsabilidade da questão e orei pedindo solução ao Senhor, somente assim pude ser de fato útil.
Então devemos todos os dias “vigiar e orar” e sermos humildes para reconhecer que mesmo que tenhamos experiências de vida, cada caso é um caso em particular e nós mortais não temos as respostas certas, somente o Senhor as tem.
domingo, 23 de dezembro de 2007
A História de Mateus

Foi então que sai perguntando aos novos amigos de igreja se conheciam algum paralítico de nascimento. Entre tantas pessoas a quem indaguei, encontrei uma amiga que me disse "estuda comigo um rapaz que diz nunca ter andado antes, e ele usa cadeira de rodas, serve ele para o que você quer?", então empolgada com a descoberta, pedi a ela que me levasse até a casa do rapaz. Já na casa dele, passei algumas horas até convence-lo de me acompanhar no referido evento de cura, foi difícil, uma vez que nem religião ele tinha, mas o convenci!!!
No dia do evento fui busca-lo, peguei um taxi com ele e o levei ao local em questão. Era um estádio de futebol, que foi fechado unicamente para este fim, o ano era 1986, e os convidados especiais para este evento era um casal de norte americanos cujo Ministério era de Cura Espiritual. Diante destes dados, minha pretensão era sair de lá com Mateus andando e sem a cadeira de rodas que ele usava desde criança.
O culto começou e eu prestava atenção em tudo que ocorria a minha volta com uma "sede voraz " de saber se tudo aquilo era combinado ou se Deus existia de fato e poderia se manifestar ali. Como já era de se esperar, fui desmoralizada pelo Senhor Nosso Deus e Pai, porque Deus me mostrou maravilhas, que nunca mais vi se repetir em minha vida, nesta noite eu vi com meus próprios olhos: cegos enxergarem, vi pernas atrofiadas se encherem de carne e músculos, vi paralíticos andarem e largarem suas muletas e cadeiras, vi e ouvi mudos falarem... foi simplesmente incrível, impressionante, explosivo, sai de lá sem palavras!!! E até hoje quando lembro das coisas que vi me emociono...
Mas dai, e Mateus? Que o levei na esperança de tirá-lo da cadeira!!! Com ele nada aconteceu para minha surpresa... e apesar das maravilhas que vi, sai de lá arrasada porque justamente a pessoa que levei não foi curada, me perguntei e perguntei a Deus porque? Estaria eu sendo castigada por minha falta de fé? Por ter provocado ao Senhor? Pensei mil coisas nada conclusivas... e levei Mateus de volta pra sua casa...
No dia seguinte, acordei mais uma vez determinada a faze-lo andar e com a idéia fixa de que isso aconteceria mais cedo ou mais tarde. Então fui visitá-lo!!!
Na casa dele, mais uma vez o convenci de me acompanhar em uma nova jornada, passei a leva-lo todos os dias para minha igreja, ia busca-lo e ia deixa-lo religiosamente. Na igreja, muitos irmãos, principalmente os mais idosos, se aproximavam de Mateus e diziam, para ele se levantar da cadeira porque ele já estava curado. Com o tempo comecei a considerar esta solicitação dos irmãos uma ofensa, como ele poderia levantar-se se nunca havia andado antes e sua cura não estava comprovada, e passei a defende-lo diante das pessoas.
Certo dia fui buscar Mateus como sempre fazia, e ele me disse para não perder mais meu tempo com ele, porque o meu Deus não o curou naquele dia especial e nem iria cura-lo, então ele sentia que eu me desgastava em vão, e já estava até me aborrecendo com os irmãos da igreja por causa dele e mesmo já não queria mais ir a igreja. Tentei remover esta idéia da cabeça dele, mas sem sucesso, respeitei sua vontade e fui embora.
Passado algumas semanas, estávamos na igreja fazendo comemorações de Pentecostes e eu participaria de um grupo de dança de louvor ao Senhor, mas o ensaio foi cancelado e eu fui para o culto a noite.
Na entrada da igreja encontrei o Beto, primo de Mateus, me aguardando muito assustado e preocupado, então como o culto já havia começado eu o levei para dentro e disse a ele, que depois ele me contasse o que o afligia tanto. Assistimos ao culto, ele sentado ainda muito nervoso ao meu lado e quando acabou pedi que me contasse.
Tive a maior de todas as surpresas e grande alegria, Beto me relatou, que ao amanhacer levantou um pouco mais cedo do que de costume, e viu a porta do quarto de Mateus entre-aberta e tomou grande susto com o que presenciou. Viu seu primo Mateus de pé e andando no quarto sem a cadeira, então Beto se trancou em seu próprio quarto, vestiu-se e pulou a janela para não encontrar com Mateus e saiu de casa. Ficou andando fora nas ruas sem rumo o dia todo, aguardando o cair da noite para encontrar comigo porque ele próprio estava sem coragem de retornar para casa depois do que viu.
Eu fiquei com o coração repleto de alegria, porque finalmente havia acontecido o milagre que pedi ao Senhor, e não me continha em meu próprio corpo pulava de alegria, que era tamanha, que como dizem os árabes "parecia que a alma ia me fugir do corpo". Então disse a Beto ter coragem, que era motivo de festejar, mas que eu o acompanharia sim até sua casa com prazer, porque eu também queria ver este milagre.
Fomos juntos então, o pobre rapaz me acompanhou como se estivesse indo ver um fantasma de tão nervoso.
Quando chegamos lá, Mateus estava calmamente sentado em sua velha cadeira, na porta de sua casa lendo um livro. Então eu cheia de alegria e inexperiente nos meus 17 anos apenas, não fui nem um pouco sutil e de cara já fui tocando no assunto, lhe dando um forte abraço e o parabenizando pela graça alcançada.
Dai veio em seguida minha tristeza, e talvez um dos maiores desafios que já vivenciei.
Mateus, me confessou que desde o primeiro dia, na "Explosão de Cura", Jesus o havia curado. Ele me disse que andava escondido em seu quarto, desde aquele dia em que o levei ao estadio. Mas, ele me confessou tambem, que não queria ser curado, que ele recusava a benção, porque na ocasião, Mateus já tinha mais de 30 anos de idade e não possuia profissão alguma, e que se levantasse de sua cadeira teria que trabalhar em alguma coisa, pois sua familia não iria mais sustenta-lo financeiramente, mas ele não sabia fazer nada, então me disse: "pede ao teu Deus para me aleijar de novo".
É claro que nunca fiz tal pedido a Deus!!!
Ouvi, tudo que ele tinha para me contar com paciência e coração apertado de dor. Quando ele acabou, me pediu para nunca mais voltar na casa dele, porque eu havia desgraçado sua vida, com minha fé e minha insistência.
Então disse a ele que eu até iria embora e nunca mais retornaria, mas que ele me devia uma coisa e esta coisa eu exigia antes de ir embora, pedi a ele: "ande! quero ver você andando! você me deve isso! e nunca mais volto aqui...". Ele levantou-se da cadeira e andou para eu ver, andou, agachou-se, pulou, fez movimentos que nunca na vida havia feito antes. Depois de ver o milagre, dei um abraço nele e me despedi.
E como prometi nunca mais voltei lá!!! Nunca mais vi Mateus de novo!!!
Ainda oro por ele, mas nestes anos todos tenho pedido ao Senhor que retire a deficiência da mente dele. Hoje com a experiência que tenho, vejo que ele precisava de duas curas, uma fisíca e outra espiritual, na alma, na auto-estima. Talvez se eu tivesse a oportunidade de encontra-lo novamente teria mais argumentos para discutir com ele ou orar por ele!!!
Mas esta é mais uma experiência que o Senhor me deu que agradeço apesar de tudo, e principalmente porque se cumpre mais uma Promessa, quando Ele me disse: "Verás muito do Meu Poder".
Eu vi e eu senti!!!
[os nomes Mateus e Beto, são ficticios para resguardar a privacidade das pessoas envolvidas nesta história, mas ela é real]
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
TEMPO [Eclesiaste 3:01-22]

1 | TUDO tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu. |
2 | Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou; |
3 | Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar; |
4 | Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar; |
5 | Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar; |
6 | Tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora; |
7 | Tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar; |
8 | Tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz. |
9 | Que proveito tem o trabalhador naquilo em que trabalha? |
10 | Tenho visto o trabalho que Deus deu aos filhos dos homens, para com ele os exercitar. |
11 | Tudo fez formoso em seu tempo; também pôs o mundo no coração do homem, sem que este possa descobrir a obra que Deus fez desde o princípio até ao fim. |
12 | Já tenho entendido que não há coisa melhor para eles do que alegrar-se e fazer bem na sua vida; |
13 | E também que todo o homem coma e beba, e goze do bem de todo o seu trabalho; isto é um dom de Deus. |
14 | Eu sei que tudo quanto Deus faz durará eternamente; nada se lhe deve acrescentar, e nada se lhe deve tirar; e isto faz Deus para que haja temor diante dele. |
15 | O que é, já foi; e o que há de ser, também já foi; e Deus pede conta do que passou. |
16 | Vi mais debaixo do sol que no lugar do juízo havia impiedade, e no lugar da justiça havia iniqüidade. |
17 | Eu disse no meu coração: Deus julgará o justo e o ímpio; porque há um tempo para todo o propósito e para toda a obra. |
18 | Disse eu no meu coração, quanto a condição dos filhos dos homens, que Deus os provaria, para que assim pudessem ver que são em si mesmos como os animais. |
19 | Porque o que sucede aos filhos dos homens, isso mesmo também sucede aos animais, e lhes sucede a mesma coisa; como morre um, assim morre o outro; e todos têm o mesmo fôlego, e a vantagem dos homens sobre os animais não é nenhuma, porque todos são vaidade. |
20 | Todos vão para um lugar; todos foram feitos do pó, e todos voltarão ao pó. |
21 | Quem sabe que o fôlego do homem vai para cima, e que o fôlego dos animais vai para baixo da terra? |
22 | Assim que tenho visto que não há coisa melhor do que alegrar-se o homem nas suas obras, porque essa é a sua porção; pois quem o fará voltar para ver o que será depois dele? |
domingo, 9 de dezembro de 2007
Os Cajueiros

quarta-feira, 25 de julho de 2007
SEJA BOM ANFITRIÃO... [Mateus 10:40-42]

| 40 | Quem vos recebe, a mim me recebe; e quem me recebe a mim, recebe aquele que me enviou. |
| 41 | Quem recebe um profeta em qualidade de profeta, receberá galardão de profeta; e quem recebe um justo na qualidade de justo, receberá galardão de justo. |
| 42 | E qualquer que tiver dado só que seja um copo de água fria a um destes pequenos, em nome de discípulo, em verdade vos digo que de modo algum perderá o seu galardão. |
segunda-feira, 16 de julho de 2007
Estar no lugar certo e na hora certa, para ser instrumento de Deus...


Catedral de Belém: (1748-1771) está entre as mais belas do país. As torres, no estilo clássico, foram projetadas pelo italiano Giuseppe Landi.
Há em Belém do Pará igrejas lindíssimas, de grande valor histórico e arquitetônico, e entre nossas preferidas está a Igreja da Sé, ou como é chamada tb Catedral Metropolitana de Belém. Eu e meu esposo sempre que íamos para o centro da cidade, mesmo sendo evangélicos, nós entravamos na Igreja da Sé e nos sentávamos ali para falar com Deus e para admirar a sua beleza.
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Um dia fomos nós dois e mais uma amiga nossa ao centro da cidade, e como era de costume, entramos na Igreja da Sé, e ali ficamos alguns minutos. Derrepente entrou na igreja e sentou no banco a nossa frente, uma jovem com uma bebezinha muito sorridente. A mãe de joelhos, chorava muito enquanto orava, e a bebe virou-se para trás e ficou brincando conosco e nós com ela.
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Sua mãe quando terminou suas orações, voltou-se para nós e perguntou, “vcs gostaram tanto assim da minha filha?”, e eu surpresa com a pergunta respondi, “claro que sim, sua filha é linda! Que bebe lindo que vc tem, ela é tão sorridente e tão feliz!”. A jovem então virou para nós e nos contou que ao entrar na igreja tinha a intenção de deixar sua filha lá, abandoná-la dentro da igreja, pq não tinha condições de criá-la.
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Nós três, eu, meu esposo e nossa amiga, ficamos mais que surpresos com a declaração da moça, então conversamos com ela para que ela não fizesse isso jamais. Mas ela concluiu dizendo que perdeu a coragem de abandonar a própria filha, quando nos viu brincando tão alegremente com sua bebe. Então ela agradeceu, por estarmos ali naquele momento, e disse que não faria mais isso, que ia lutar pra ficar com sua filha. E as duas, mãe e filha foram embora, nunca mais as vimos.
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Mas sabe que penso diante disso? Se fossemos evangélicos preconceituosos com as igrejas católicas e não admirássemos a beleza histórica de nosso país, provavelmente não estaríamos ali, naquele momento e naquele lugar, no instante em que aquela mãe pretendia abandonar sua filha. Talvez aquela criança hoje fossa mais uma órfã dentro dos inúmeros orfanatos e instituições que temos para adoção no Brasil. E nós não teríamos sido mais uma vez instrumentos de Deus.
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Acredito que ser cristão é isso, estar no lugar certo e na hora certa em que o Altissimo precisa de nós. Graças ao Pai, estávamos dentro da Catedral Metropolitana de Belém, num dia de muito calor e sol intenso, e mesmo assim não perdemos nosso bom humor para brincar com uma criança. E assim sensibilizamos sua mãe ao ponto de fazê-la mudar de idéia. Só Deus faz estas coisas!!!
domingo, 15 de julho de 2007
Devemos Fazer a Diferença na Vida das Pessoas que Conhecemos...
Certa vez em minha cidade de origem, conheci 02 garotos, um deles com 09 anos de idade se chamava “A” e seu irmão com 05 anos de idade se chamava “L”, não vou dar seus nomes verdadeiros para manter sua privacidade, mas ambos moravam na periferia da cidade de Belém do Pará e vendiam amendoim em uma região muito badalada onde amigos se reuniam a noite para conversar e se encontrar.
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O mais velho, “A”, era muito articulado e sabia falar muito bem, nem parecia ter apenas 09 anos, já o menor, “L”, tinha todas as tolices e manhas que eram próprias da idade dele, com o passar do tempo ficamos amigos e eles sentavam para conversar conosco e contar seus sofrimentos e angustias.
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Eles vendiam amendoim pq precisavam sustentar a família: mãe, padrasto e mais 04 irmãos menores. Infelizmente tanto o padrasto quanto a mãe dos garotos eram alcoólatras e se por ventura eles não chegassem em casa com o dinheiro da venda dos amendoins os dois garotos apanhavam muito, e toda a renda daquela família vinha destes dois meninos, que por trabalharem não podiam freqüentar a escola, e isso era algo que ambos queriam, principalmente “A”.
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Bom, o tempo foi passando, “A” e “L” foram crescendo, os problemas em casa aumentando e nossa amizade ficando ainda mais próxima. Muitas vezes tentamos conversar com a mãe dos garotos, certa vez chegamos a conseguir levar “A” para passar uma temporada na praia conosco, ele não sabia o que era se divertir. O primeiro brinquedo que “A” ganhou na vida dele, fui eu que dei a ele, foi uma cena emocionante chorei junto com ele, até pq eu não sabia que ele nunca havia recebido nenhum brinquedo e muito menos presente de aniversário, foi realmente inesquecível! E isso também aconteceu com a primeira roupa nova, coisa que ele nunca havia tido, uma roupa comprada para ele!
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O desejo deste garoto por mudar de vida foi aumentando conforme íamos conversando, o levamos para nossa igreja, o levávamos para passear conosco, meio que ele virou o “mascote querido” de meu grupo de amigos. Nos divertimos muito juntos, e sempre procurávamos orientá-lo no caminho do bem, no entanto “A” cresceu e nunca se envolveu com nada de errado, era um garotinho de pouca idade bem ajuizado que cuidava dos irmãos menores com muito zelo. Chegou o tempo em que o padrasto dos garotos, começou a tentar abusar sexualmente das irmãzinhas deles, que eram muito pequeninhas, e era ele “A”, ainda criança, que as defendia.
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A mãe estava cada dia mais alcoólatra e violenta. Então imagine você o inferno que estas crianças viviam, sem dizer que a casa possuía apenas 02 cômodos, com banheiro externo e sem porta, mal eles tinham o que comer, e vestiam e calçavam o que os outros já não queriam mais.
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Certo dia “A” apareceu em minha casa todo machucado em especial o braço direito, quando olhei fiquei horrorizada, era uma fratura exposta, o pequenino sangrava muito e conseguíamos ver seu osso para fora da pele, foi uma cena terrível! Isso foi o resultado de uma surra que ele pegou da própria mãe, que retirou uma tabua da cerca da casa e quebrou no braço do garoto, pq ele foi assaltado e voltou pra casa sem dinheiro.
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O que fizemos?
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O levamos até o Conselho Tutelar de minha cidade natal, falamos com a Assistente Social, ela tomou conta dele, o medicou e o curou. O Conselho Tutelar abrigou “A” por muitos dias para ficar em observação e esperar sua total recuperação, e sua mãe foi chamada para uma conversa, onde o Conselho ameaçou tirar dela todos os filhos e enviá-los para a adoção caso não mudasse sua postura diante das crianças.
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E mesmo sob ameaça, ela mudou mesmo, colocou o padrasto para fora de casa, começou também a trabalhar e colocou as crianças na escola.
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Hoje “A” está um homem, ele está casado, com um filho, é evangélico, não bebe, não fuma, nunca se drogou, nem roubou ninguém, mesmo com todas as dificuldades. Continua cuidando dos irmãos menores e os aconselhando para andar no caminho do bem como fazíamos com ele, e quando a mãe esquece e volta ser violenta ele lembra que o Conselho Tutelar ainda existe fazendo ela se arrepender.
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Foi muito importante denunciar ao Conselho Tutelar a situação em que estas crianças viviam e a denuncia, não mudou financeiramente a vidinha de “A” e “L”, mas deu a eles a oportunidade que poder viver sem violência e com dignidade dentro da situação financeira deles mesmos, e assim seguirem suas vidas e formarem suas famílias e nelas fazerem diferente do que foi feito com eles. A ultima noticia que tive deles, “L” estava formando a sua própria família, seguindo o exemplo do irmão “A”.
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O Senhor me ensinou com o exemplo da vida de “A” e ”L”, que muitas vezes somos colocados em locais e em momentos estrategicamente pensados por Deus para fazer a diferença na vida dos seus filhos e se nos acovardamos ou simplesmente dizemos “oh garoto sai fora daqui, não quero seu amendoim” perdemos a oportunidade de sermos não somente instrumento na Obra de Deus, mas tb de fazermos amizades preciosas que talvez no futuro possam a vir a nos ajudar ou nos dar o alento certo no momento de grande dificuldade.
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Amo esses meninos, e fico feliz e grata ao Senhor por hoje eles serem homens e homens de bem, eu faria tudo novamente, mas faria melhor do que fiz por eles, pq hoje tenho mais experiência de vida do que naquela época em que eu era uma garota somente.
segunda-feira, 25 de junho de 2007
0.1 - Minha familia
Fui criança em um lar, onde havia muita violência doméstica, tanto por parte de meu pai como de minha mãe. Ambos tomados pelo ciúme e por envolvimento com o maligno, viviam em um verdadeiro "pé de guerra", são pouquíssimos os momentos que guardo em minha memória onde não houve um dia sequer sem nenhuma briga. Em muitos lares a principal causa de violência domestica é o álcool ou outros tipos de drogas, na minha casa ninguém bebia e nem se drogavam, o que havia era muita intolerância, ciúmes e desconfianças. Era comum estarmos sentados a mesa do café, para irmos à escola, eu e meu irmão, enquanto nossos pais se armavam de faca, gargalo de garrafa e o estivesse à mão na tentativa de um ferir o outro, e muitas vezes conseguiam... Eu como filha mais velha, quando observava que a briga ia começar, pegava meus irmãos e os carregava para meu quarto, para ficarmos lá em segurança... Fiz isso incontáveis vezes!!!
Meu padrinho de batismo, hoje já falescido, era Padre e todos os anos ele costumava me dar de presente um livro de orações para crianças. Eu na minha inocência, quando as brigas estavam feias demais e o derramamento de sangue em casa estava também demais, pegava meu livrinho de orações e começava a ler desesperadamente, com meu coração aflito de medo de perder meus pais, passei minha infância com medo que um deles terminasse morto e o outro preso. Certa vez, já estava com uns 09 anos de idade, quando ocorreu uma das brigas mais feias que já presenciei, e não suportando mais o choro de meus irmãos com medo daquilo tudo, fechei meu livrinho que guardava estrategicamente debaixo do meu colchão, e disse para Deus:
"Se tu existes de verdade, eu não preciso ler estas orações; Se tu existes de verdade tu vês as brigas de meus pais; Se tu existes de verdade tu vais aparecer pra mim, falar comigo, me defender e defender meus irmãos; Senhor se tu existes mesmo como a igreja diz, tu vais acabar com toda esta confusão e todas estas brigas"
Falei estas mesmas coisas pra Deus muitas vezes, inúmeras vezes, na realidade não lembro quantas vezes falei isso de joelhos no meu quarto agarrada aos meus irmãos que só choravam, pq tb eram bebes...
O tempo passou e a gente acaba acostumando com o sofrimento, e até achando que ele é normal, quando isso acontece há um risco muito grande de ter os sentimentos e a alma entorpecidos pela dor, já perdemos a noção do realmente nos fere ou não. E dai para deixar tb de saber o que é realmente certo e errado é um passo só diante disso. Bom, isso não aconteceu conosco, pq graças ao Bom Deus estudávamos em colégio religioso e as irmãs nos ouviam, a direção do colégio sabia da luta que havia em casa, pq muitas vezes não conseguíamos fazer provas devido estarmos com o sistema nervoso abalado, então tivemos muito carinho das irmãs e orientação moral.
Chegou o tempo de minha primeira comunhão, com 11 anos de idade, a missa era pela manhã, e eu havia me preparado para aquele dia durante meses. Mas como era de se esperar, eles iniciaram o dia já brigando e se batendo, e fomos para a igreja do colégio assim, com um revolver carregado dentro do carro, meu pai ameaçando de morte minha mãe e ela dizendo a ele "mata, mata, mata logo", e eu e meus irmãos no banco de trás do carro com medo. Chegamos à igreja do colégio em que estudávamos e a cerimônia começou, e eles não pararam de brigar mesmo dentro da igreja, até que uma das irmãs chamou a atenção dos 02 ameaçando de colocá-los para fora pq estavam atrapalhando a cerimônia, só então eles se calaram.
A cerimônia seguiu como deveria, mas derrepente o padre quebrou o protocolo dela para fazer algo inesperado, ele deu a cada criança que estava fazendo sua primeira comunhão uma caneta e um quadrado de papel e disse "escrevam neste papel o que vcs mais desejam que Deus faça por vcs e eu me comprometo em orar pelo pedido de cada um de vcs". Lembro-me até hoje o que escrevi naquele pequeno pedaço de papel, meu pedido para o Senhor foi: "Deus separa meus pais". Em menos de 01 ano após isso eles estavam separados, mas infelizmente ainda brigando, só que não mais se machucando, agora a briga era judicial.
O que quero contar com esta história é que Deus já estava me ouvindo, me protegendo e me atendendo. Sei que o Senhor é totalmente pró-familia, sei que Ele deve ter tentado uni-los muitas vezes, mas quando a união de um casal pode destruir mais vidas do que simplesmente as 02 vidas envolvidas, creio eu que Deus separa sim. Apesar de ser uma criança naquela época, eu já pensava em morrer e desaparecer, imaginava que poderia um dia fugir dali e levar meus irmãos comigo, imaginava que podia tomar algo que me fizesse morrer, mas como criança nem sabia o que tomaria, muita coisa passa na cabeça de uma criança encurralada em sua própria casa pela violência doméstica.
Hoje vejo que em cada briga que aconteceu, Deus esteve lá, presente, junto de mim e de meus irmãos. Ficamos com seqüelas? Sim ficamos, eu detesto violência!!! Mas o Senhor estava ali fortalecendo pq somente graças a Ele, eu posso dizer que sobrevivi.
0.2 - Minha vida sem Cristo...
Antes de conhecer a Jesus eu não era de todo uma pessoa ruim, mas tinha meus problemas internos. Freqüentava a igreja, participava do grupo de jovens da igreja aos sábados e aos domingos ia à missa. E se me perguntassem: “vc acredita em Deus?”, eu de cara lavada mentia e respondia: “Sim acredito!”. Mas era mentira, não acreditava mais Nele, diante de tantos problemas familiares ficou difícil pra eu acreditar que Deus Pai existia e até que Jesus se fez homem e veio a terra. Acabei por desenvolver uma visão cética e materialista da vida. Contudo gostava de ajudar as pessoas, não me agradava ver o sofrimento alheio. Tinha muita facilidade de me envolver com as pessoas, de conversar com elas e de ouvir suas histórias.
Em casa por conta disso havia uma discussão interminável, meu pai dizia que eu só me envolvia com pessoas de baixo nível, pq elas não tinham o mesmo nível social que eu. Como ele era um empresário muito bem sucedido, ele queria que meus amigos fossem filhos de pais tão ricos quanto ele, isso gerou muita briga durante muito tempo dentro de casa, cheguei a tomar surras pq não queria discriminar pessoas e queria continuar com as mesmas amiguinhas do colégio de freiras onde eu estudava, mas ele não aceitava de forma alguma.
Minha madrasta, no inicio era um verdadeiro “anjo”, adorávamos ela, quando engravidou da primeira filha seu caráter mudou totalmente, e pôs suas garras de fora, na frente de meu pai ela nos tratava de um modo e por trás dele de outro modo.
domingo, 24 de junho de 2007
0.3 - Como Conheci a Jesus...
Em meio a tudo isso, meu avô adoeceu, ele tinha algo que hoje me lembro como “erisipela” nas pernas e precisou que alguém fosse a sua casa todos os dias para passar a medicação. Uma tia muito querida solicitou uma reunião de família, para ver um voluntário para esta função, como acabou a reunião familiar e ninguém se candidatou, eu cheguei junto de minha tia e disse que eu cuidaria disso para meu Avô e para ela. Fiquei responsável por passar a medicação todos os dias ao final de tarde.
1- orar para fechar uma casa de feitiçarias que existia dentro da mesma vila onde morávamos, eu na minha cegueira nunca nem havia percebido que havia algo assim lá!
2- orar pela libertação de uma jovem que uma vez ou outra caia possessa de demônios, esta eu percebia q existência dela pq a referida jovem morava bem na frente de minha casa e era assustador pra mim tudo o que eu ouvia na sala de casa, que vinha da casa dela...
0.4 - Minha Aliança com Deus

A vigília iniciou. As pessoas presentes se posicionaram em um grande circulo, em uma sala que não havia moveis e começaram a orar cada um a sua maneira. Tudo que estava ocorrendo ali para mim era a mais pura novidade, nunca havia participado de nada nem semelhante, então nem conseguia fechar meus olhos para tentar orar junto.
A vigília continuou...
A jovem dona da casa estava do outro lado do circulo, derrepente ela levantou de olhos fechados e veio andando em direção a um rapaz que estava de joelhos ao meu lado, detalhe, ela desviou de todas as bíblias que estavam no chão, não pisou em nenhuma apesar dos olhos fechados. Continuando, ela falou com o rapaz assim “Filho, eis que te batizo agora pelo Espírito Santo” e ele começou a falar em outra língua, linguagem que até então era desconhecida para mim também.
Ela retornou ao seu lugar de origem de costas, de olhos fechados e sem pisar em nenhuma das bíblias que estavam no chão. De lá com uma voz que não era a dela, mas era forte como um trovão e mansa como mãe falando com seu bebe, ela disse: “pedistes para que eu visse e eu vim, e agora pq não crês em mim? Não sabes que basta uma palavra minha para acabar com tua existência na face da terra?”. Depois se ajoelhou novamente... Queridos, eu sabia exatamente quem falavam e com quem falava.
Mas as pessoas que ali estavam não entenderam nada e delicadamente uma de minhas novas amigas me perguntou, “Vc acredita em Deus?” e pela primeira vez na minha vida eu falei a verdade “Acredito!!!”. Pq eu sabia que era o Senhor quem falou naquele momento e mais ainda eu sabia que Ele estava falando comigo.
As pessoas voltaram a orar e Ele voltou a falar. A moça mais uma vez levantou-se e veio em minha direção tocou em minha cabeça e disse com a mesma voz que descrevi antes “Filha é com vc que falo novamente, crês em mim agora?” eu disse “Sim creio”, Ele falou “Me aceitas como teu Deus? E me segues?” eu respondi “Sim aceito e sigo”, então o Senhor falou que faríamos naquele momento uma “Aliança”, um “Pacto”, um “Acordo”...
Mas vou falar de nossa “Aliança”. Ela é baseada em tres momentos diferentes, Ele disse “Te farei me conhecer, não por palavras, mas por ações, por experiências comigo e te darei 03 momentos distintos de vida comigo e nos 03 quero tua fidelidade”, amados nosso acordo foi o seguinte:
0.5 - A véspera de 21 anos de convertida...

Amados, hoje a beira de 21 anos de convertida, o que posso dizer, é que se fosse aquela vigília no dia de hoje, eu faria tudo novamente. Pq vale a pena nascer de novo! Vale a pena fazer uma Aliança com Deus!
Mas sabe eu aprendi, que não era sadio, e que o Senhor reserva para Ele este amor incondicional, é a Ele que devemos amar cegamente e confiar somente Nele, não importando as circunstancias aparentes Ele jamais nos deixa na mão. Minha relação com esta minha irmã acabou. Hoje, ela é para mim uma pessoa comum, não tenho mais o amor cego que tinha antes. Mas em compensação amo ao meu Deus mais do que qualquer outra pessoa na terra e só confio Nele, minha vida depende Dele, estou a sua total disposição.
Só que Deus é Deus, é somente Dele este amor incondicional, amor que não devemos ter nem por um filho, pq pertence ao Senhor, e o amor incondicional de nosso filho tb pertence ao Senhor, é isso que devemos ensinar as nossas crianças e não cobrar delas que nos amem como se nós estivéssemos no lugar de Deus.
sábado, 9 de junho de 2007
I - Minha Aliança com Deus - Introdução

Vou esmiuçar minha aliança com Deus para que não deixe duvidas em ninguém que venha ler sobre o assunto
Como disse em um post anterior é baseado em três momentos diferentes, Ele disse “Te farei me conhecer, não por palavras, mas por ações, por experiências comigo e te darei 03 momentos distintos de vida comigo e nos 03 quero tua fidelidade”, acordo foi o seguinte... [continua em outros posts]
Quero deixar claro, que tudo o que Ele me prometeu naquela vigília aconteceu em tempo futuro, sem tirar nada e sem acrescer nada das palavras que Ele me disse.
Nos acontecimentos que vou relatar a seguir também, não falarei nomes reais, preservando minha própria integridade física, emocional e espiritual. Farei isso uma vez que tenho motivos reais para auto-preservação, vocês entenderam após ler meu testemunho.
I.A - Minha Aliança com Deus - 1º. Momento
“Este 1º. Tempo não será nem tão bom e nem tão ruim, apenas aprenda tudo que vou lhe ensinar. E cuidado com a língua de sua mãe, porque da boca de sua mãe saem muitas palavras torpes”.
1. “Vou te tirar da casa de teus pais e te farei morar só”.
2. Te mostrarei novos povos
3. Te mostrarei outros filhos meus
4. Te mostrarei muito do meu poder, aquele poder que pedistes para ver tu o verás
5. Te darei um dom que queres muito e serás conhecida através dele
6. Te levarei para outra terra e lá ficaras um tempo
7. Depois te trarei de volta para esta
8. Mais tarde te tirarei mais uma vez desta terra
I.A.01 - “Vou te tirar da casa de teus pais e te farei morar só”
Ele me tirou da casa de meus pais exatamente 08 meses depois desta virgilia. Vou contar como isso aconteceu...
Após uma briga familiar, por motivo de pensão alimentícia, minha mãe para pressionar meu pai e dar mais dinheiro, mandou meus dois irmãos menores pra fora de casa, para irem atrás dele. Meu pai na ocasião estava viajando e não tinha como falar com ele, já que nesta época não existiam celulares.
Explicamos a ela isso, mas ela com raiva não quis nem nos ouvir, devo explicar que meus irmãos tinha respectivamente em torno de 13 e 08 anos de idade. Pedi a ela que me enviasse atrás de pai e não ele dois pequenos, mas ela disse que eu não daria trabalho a ele e que, portanto, não era escolhida para isso. Pois bem, ela arrumou a mala de meus irmãos e os colocou pra fora de casa.
Depois que os vi saindo, fiquei muito brava, a acabamos discutindo, porque achei sua atitude irresponsável, e disse isso ela. Então ela com muita raiva de mim trancou-se em seu quarto.
Quando percebi que não tinha forma de remover da cabeça de minha mãe aquela idéia absurda, resolvi acompanhá-los por conta própria. Foi então que peguei uma mochila, coloquei duas mudas de roupa, peguei uns poucos trocados e fui atrás deles, mas infelizmente era tarde demais e não os encontrei mais na rua de casa.
Parei e pensei onde eles poderiam ter ido já que meu pai não estava na cidade. Lembrei de um amigo de infância e de sua família, nosso amigo “R”, tinha mãe advogada e pai italiano proprietário de uma famosa pizzaria foi até eles, acreditando que acharia meus irmãos lá. Mas quando cheguei pra minha surpresa não estavam, mas a mãe de R estava lá de saída para o trabalho, quando contei a ela o ocorrido, imediatamente ela cancelou seus compromissos e me levou no automóvel dela na casa dos demais amigos nossos onde eles poderiam estar. Em nossa busca desesperada, não os encontramos em lugar nenhum e faltava apenas mais uma pessoa a ser visitada.
Foi quando passando na frente da Praça da Republica de minha cidade natal, avistei meus irmãos, sentados em um banco da praça, já era noite e eles choravam copiosamente, sem rumo e prontos para dormir ali mesmo, porque não sabiam para onde ir.
A mãe de R nos levou os três irmãos, para a casa dela. Conversou com o marido, e o casal, já cansados de nos ver passar por tudo aquilo desde bem pequenos decidiram que iam entrar na justiça para pedir a nossa guarda provisória, até que algum parente nosso se prontificasse a ter nossa guarda definitiva. E assim o fizeram, e todos mais uma vez fomos para o juizado de menores, e daí meu pai já havia retornado a cidade, minha mãe já tinha voltado atrás, e a confusão estava instalada.
O juiz de menores decidiu mediante comprometimento de meu pai, que ficaríamos os três irmãos morando juntos em um apartamento que havia sido deixado na partilha de bens para meu irmão, ficaríamos sob a guarda de meu pai e sob os cuidados de uma governanta. Detalhe, minha mãe morava no referido apartamento e ela teria que sair dele para que isso pudesse ocorrer. Foi quando ela esbravejou com o juiz de menores, desacatando a autoridade, e gritou para meu irmão: “se vc for morar com suas irmãs se considere sem mãe para o resto de sua vida”. O juiz ouviu, todos ouviram, foi muita gritaria, e isso tudo no fórum da cidade. O Juiz então disse se acalmem, existem crianças presentes e amanha voltamos a conversar, já com definições.
Retornamos então para a casa de nosso amigo R, seus pais conversaram conosco e acharam por bem que nos três chegássemos sozinhos ao que queríamos fazer.
Nos trancamos em um quarto da casa para conversar, e antes que eu pudesse falar qualquer coisa, meu irmão me disse: “vou voltar pra casa da minha mãe e vou levar nossa irmã menor comigo”, eu lhe perguntei e eu? Ele me respondeu “não pedi pra você sair de casa para lutar por mim, se vira!”. Então, totalmente decepcionada com o que acabara de ouvir, argumentei, você tem noção do que está fazendo? Você está me deixando na rua, está levando a força nossa irmã caçula que não quer mais voltar, e vai levar pra cima de você mesmo toda a fúria que a mamãe antes descarregava em mim, foi então que ouvi coisa ainda pior, ele me disse “ela briga com você, porque você é burra, você tira notas baixas na escola, comigo vai ser diferente, eu sou inteligente e ela me ama”, então depois disso eu não consegui dizer mais nada.
Eu era apenas uma garota de 17 anos, com lar destruído, sem pai pra me apoiar porque minha madrasta era mais importante, sem mãe pra me apoiar porque esta só pensava em dinheiro e agora também sem irmãos. No dia seguinte, meu irmão pegou pelo braço minha irmã caçula a arrastou ela para casa da mamãe, ela chorava e me implorava pra eu não o deixarele fazer isso com ela, mas eu pensei: “vamos ficar as duas na rua?”. Eu não tinha para onde levar minha irmã. E eles foram embora.
Eu já sozinha e sem casa fiquei com a família de meu amigo R, arrumei um emprego, porque meu pai não ia mais me sustentar, ate que um belo dia meu pai por ciúmes do pai de R que me tratava como sua filha, resolveu me tirar de lá. Ele me colocou para morar com uma tia, irmã dele, numa região bem afastada da cidade onde eu tinha que andar quilômetros para pegar ônibus para o trabalho e vice-versa. Até que certa vez eu não fui trabalhar, porque adoeci e não consegui levantar, então meu pai decidiu me por em um pensionato só para mulheres mais próximo do meu trabalho, e foi uma das piores experiências que tive, foi tão ruim que não suportei e mudei para o escritório de meu pai.
Quando me vi sozinha morando num lugar que era em cima do escritório de meu pai, foi então que me dei conta que todo aquele “reboliço” se deu para se cumprir o que o Senhor falou: “Vou te tirar da casa de teus pais e te farei morar só”.
I.A.02 - Te mostrarei novos povos, te mostrarei outros filhos meus
Realmente conheci outros povos sem mesmo sair do Brasil, entrei em contato com imigrantes de países diversos e brasileiros de outros estados, que no pouco que ficamos juntos houve uma boa troca de experiências a cerca de Deus e sua forma de vê-lo.
Aprendi muito com cada uma destas pessoas, mas isso fica para um próximo post mais a frente, já que são muitas histórias diferenciadas. Aqui estou apenas deixando registrado que de fato se cumpriu mais uma palavra do Senhor dita naquela virgilia para a minha vida.

