sexta-feira, 15 de julho de 2011

Um dia Satanás e Jesus estavam conversando.


Um dia Satanás e Jesus estavam conversando.

Satanás acabava de ir ao Jardim do Éden, e estava fazendo graça e rindo, dizendo:
-Sim senhor. Acabo de apoderar do mundo, cheio de gente lá embaixo. Eu
armei a eles uma armadilha, e usei uma isca que sabia que não poderiam
resistir. Caíram todos!
- O que vai fazer com eles? Perguntou Jesus.
- Ah, vou me divertir com eles. Respondeu Satanás. Vou ensiná-los como se
casar e se divorciar, como odiar e abusar um do outro, a beber e fumar,
e, é claro, os ensinarei a inventar armas e bombas para que se destruam
entre si. Realmente vou me divertir!
- E o que farás quando se cansar deles? - Perguntou Jesus.
- Ah, os matarei. Disse Satanás com os olhos cheios de ódio e orgulho.
- Quanto quer por eles? Perguntou Jesus.
- Ah, você não quer essa gente. Eles não são bons. Porque os salvaria? Você os salva e eles te odeiam. Vão cuspir em seu rosto, vão te maldizer e te matarão. Você não quer essa gente!
- Quanto? Perguntou novamente Jesus.
Satanás olhou para Jesus e sarcasticamente respondeu:
- Todo o seu sangue, suas lágrimas e sua vida.
Jesus Disse:
- FEITO!
E assim foi pago o preço.
Notas:
>> Não é curioso o quanto é fácil depreciar a Deus e logo perguntar-se porque o mundo está indo para o inferno?
>> Não é curioso como alguém pode dizer 'Creio em Deus' e seguir a Satanás?
>>Não é curioso que enviem milhares de mensagens com piadinhas pelo
e-mail, as quais se espalham como pólvora, mas quando começa a enviar
mensagens que se referem ao Senhor, a gente pensa duas vezes antes de
compartilhá-las?
>> Não é curioso que quando chega o momento de re-enviar esta mensagem, você a deixará de enviar a muitas das pessoas que estão registradas na sua lista de contatos, pois não está certo(a) do que vão pensar de você?
>> Não é curioso como as pessoas podem estar mais preocupadas com o que os demais pensem deles do que o que Deus pensa?
>>Oro por todos aqueles que re-enviar esta mensagem a todos os
destinatários de suas listas de contatos, eles serão abençoados por Deus
de uma maneira especial.
Que o Senhor os abençoe grandemente!!

EU A ENVIO PORQUE NÃO ME ENVERGONHO DE CRISTO, E QUERO QUE TODO MUNDO
SAIBA QUE O AMO COM TODO MEU CORAÇÃO, AQUELE QUE MORREU POR MIM, NAQUELA
CRUZ? E VOCE SE ENVERGONHO(a)DE CRISTO?

sábado, 19 de março de 2011

Luz na Amazônia

A Historia de Mary Jones

domingo, 24 de outubro de 2010

Eu tenho a "marca da promessa"!!!

Amados, peço perdão por passar tanto tempo sem escrever, estou enfrentando algumas lutas, mas continuo orando por todos e por mim mesma. Espero em Deus por mudanças e em breve terei mais histórias para publicar para voces queridos e amados irmãos em Cristo... Que Jesus esteja com cada um de voces e que o Senhor Nosso Deus abençõe a todos.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Como cheguei ao Barco Luz na Amazônia?


 
esta foto foi feita por mim em uma viagem a comunidade de Jacarequara em 07 de agosto de 2004


Houve um tempo muito difícil em minha vida, conforme DEUS havia me dito que seria. No inicio deste período eu estava em um domingo acordada muito cedo e totalmente entediada dentro de casa, sabe quando você é tomado pelo tédio e fica com o controle remoto da sua TV nas mãos mudando de emissora sem saber o que assistir? Era assim que eu me encontrava naquele domingo. 

Até que uma reportagem, no Programa Bom Dia Caminhoneiro, me chamou a atenção. Era uma reportagem a cerca ad dificuldade encontrada por caminhoneiros em transportar uma grande embarcação hospitalar e missionária que saia do Estado de São Paulo para o Amazonas. O Programa mostrou a embarcação e a que ela se destinava, e as dificuldades encontradas ao longo do caminho para a realização daquele transporte.


Fique totalmente absorvida na frente do televisor com a idéia de ter na minha região um barco como aquele, mas que infelizmente se destinava a Manaus e não a Belém onde eu residia naquela ocasião. Chamei amigos e familiares para assistirem comigo a reportagem, não me deram menor importância e sem entenderem porque eu estava tão encantada me deixaram sozinha assistindo a TV. Eu em silencio falei pra DEUS:

"poxa Senhor, se esta embarcação viesse para Belém e não para Manaus, eu queria muito trabalhar nela, em qualquer coisa"

Acabou a reportagem, o programa, fui fazer outras coisas e a vida seguiu como deveria seguir. Lá a diante, anos depois, me encontrei em tamanha dificuldade que comecei a entrar em desespero e clamar por respostas  ao Senhor. Estava eu doente, sem família, sem lar, sem trabalho, era eu e DEUS, mas tudo seguindo o que ELE havia me dito que aconteceria. Em minha busca por respostas me encontrei em uma pequena igreja onde o Pastor me disse:

"o Senhor manda te dizer que este tempo ruim está no fim e tem coisas grandiosas para ti, te mantém fiel"

Ele me disse isso entre outras coisas, que não vou relatar aqui porque é outra história que vou contar depois, mas o ano era 1999 e eu esperava por respostas para acalmar meu coração, minha alma e meu espírito. Um ano se passou e nada mudou, já estávamos em dezembro do ano 2000 e as coisas estavam nas mesmas condições, voltei a orar e pedir respostas. Então me encontrei novamente dentro de uma outra igreja, distante e diferente daquela de um ano atrás. Nesta o outro Pastor falou:

"o Senhor anda te dizer, que assim como ELE te disse a um ano, que este tempo está no final, te mantém fiel, ELE se agrada de ti, mas como és muito ansiosa prepara teu coração porque no ano que vem ELE te preparará uma grande surpresa"

Esperei feito criança pelo ano de 2001 e pelos acontecimentos que se destinavam aquele ano. Tive muitas pequenas vitorias, mas meu coração dizia não ser ainda a surpresa do Senhor que eu tanto aguardava. Como estava sem trabalho e a procura de um, me ocupei em procurar emprego, até que fui chamada para uma entrevista na Sociedade Bíblica do Brasil na Regional de Belém.

Fui a entrevista, falei na época com o Secretário Regional e ele me aprovou, me explicou que eu trabalharia na Ação Social em seus barcos e que eu deveria ir a qualquer momento até o porto para conhecer as embarcações. Este dia chegou. Fui ao porto da Sociedade Bíblica acompanhada do Secretário Regional, quando chegamos ao trapiche vi uma linda embarcação branca que fez meu coração pular dentro do meu peito como se fosse fugir. Eu não podia acreditar no que meus olhos estavam contemplando e pensei sozinha e em silencio:

"não pode ser a embarcação daquela reportagem, ia pra Manaus, não aqui para Belém, será que DEUS fez isso por mim?"

Quando conclui meu pensamento meu Secretario Regional começou a falar:

"este é o barco no qual você irá trabalhar, ele é hospital e missionário. Será que você não viu? Este barco apareceu no programa Bom Dia Caminhoneiro em 1995, mas na reportagem erraram quando disseram que ele ia para Manaus, na realidade o destino dele sempre foi Belém"

Queridos, segurei o choro, porque a emoção era grande demais, na realidade ainda é quando me lembro desta ocasião ainda engasgo de emoção e inevitavelmente as lagrimas caem. Na Sociedade Bíblica trabalhei por 06 maravilhosos anos, sai apenas porque foi chegada a hora para novas aventuras com o Nosso DEUS, ainda hoje oro por aquela Organização, por seus funcionários e ex-funcionários, e por suas atividades.

DEUS me mostra todos os dias o quanto ELE é presente na minha vida por mais difícil que seja a situação ou o período que estou enfrentando ELE carinhosamente me prepara surpresas como esta para me mostrar o PAI zeloso que ELE é. 

Dê você também uma chance do Senhor lhe fazer um carinho de PAI, ele o fará!!!!

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Uma história de fé nos propositos maiores de Deus


Eu trabalhava na Sociedade Biblica do Brasil e em uma das minhas viagens no barco Luz na Amazônia, escutei uma história que nunca mais esqueci, e sempre que me vejo em uma situação de fé enfraquecida por esperar a realização dos propositos de Deus me recordo da mesma história. Hoje quero dividir com voces e quem sabe poder ajuda-los como me ajudou...


"Era uma vez dois pastores, dois homens de Deus, uma deles era pescador experiente daqueles que possui todos os equipamentos necessários para suas pescarias, já o outro nunca havia ido pescar era totalmente iniciante e nem equipamento possuia. Certo dia o o pastor experiente convidou seu amigo para pescar.

Os dois foram até um pier para embarcar na lancha de fibra de vidro e alta tecnologia do Pastor experiente para então passarem a noite toda pescando no mar. Durante a noite a pescaria foi muito farta, eles conseguiram ter a embarcação peixe sufiente para encher os frizzers e se alimentar por semanas. Quando o dia amanheceu o Pastor novato empolgado com tanta fartura de pescados perguntou:

"vamos para casa agora?"

"nossa pescaria foi boa!"

Mas para a surpresa dele o Pastor experiente disse a ele:

"não vamos voltar para casa agora"

"pescamos somente as nossas iscas"

"vamos agora para o alto mar"

"porque a nossa pescaria vai começar agora!!!"


Queridos cuidado para não se contentar com a pescaria de iscas, muitas vezes DEUS tem propositos grandiosos para as nossas vidas e nos atrapalhamos por acreditar que chegamos ao topo quando ainda não chegamos nem na metade do caminho. Nosso DEUS não vê tempo e nem espaço, imaginem que para quem mediu os mares na palma das suas mãos, nenhum proposito é grande demais para ELE ou impossivel. Quando se propor a fazer algo para voce mesmo ou para o Reino de DEUS faça o seu melhor e espere por resultados realmente positivos se voce foi sincero de coração ao realizar determinada tarefa. Tenha FÉ e olhe somente para a face do Senhor, esqueça o restante!!! PESQUE!!!

sábado, 29 de agosto de 2009

Um bebe chamado "Claire"




Tenho um amigo de longa data, que fez a Universidade junto comigo. Embora sejamos amigos a muito tempo, ele ter presenciado muitas ações de Deus em minha vida e ale próprio ser cristão de batismo, este amigo não conseguia neste tempo crer completamente em Deus e possuía uma imensa dificuldade de amar, seja lá o que ou quem fosse.
Certa noite, fui a igreja e ele me acompanhou, como já havia feito inúmeras vezes. Mas esta noite foi diferente. Chegando a igreja o Pastor que ministrava o culto naquela noite teve muitas revelações proféticas, pedindo para se levantar quem Deus havia destinado certa mensagem. Muitos se levantaram, até que chegou nossa vez, primeiro eu e Deus falou grandemente comigo respondendo as minhas duvidas, acalentando meu coração e me enchendo de esperança. Até ai, já estávamos de certo modo acostumados em ver Deus falar com muitas pessoas deste modo.
Então o pastor pediu para meu amigo se colocar de pé porque a ele também destinava-se uma palavra profética. E o que foi dito naquela noite foi o seguinte:
“Sei que não consegues amar ninguém
Por esta razão em breve colocarei em tuas mãos
Algo a que amarás incondicionalmente
E isso mudará tua vida”
Após esta palavra todos sentamos e participamos do culto normalmente. Retornamos para nossas casas e no caminho fomos perguntando um ao outro o que seria tal coisa que Deus colocaria em suas mãos a ponto de meu amigo amar incondicionalmente.
Os dias se passaram, viraram semanas e meses, até que um dia soubemos que meu amigo em questão seria PAI. Isso mesmo, Deus lhe concedeu a honra de ser pai! Sua filha após 09 longos meses de espera Claire nasceu, saudável e linda como todos esperavam que fosse.
Porem mesmo com nascimento de Claire e toda a emoção envolvida, não relacionamos este evento a palavra profética daquela noite na igreja. Até que certa vez já passado muitos meses, o Senhor voltou a falar em outra noite de culto. E disse-lhe:
“Ai está o que te prometi
Agora sabes o que é o amor
Ela mudará tua vida!”
 Só então todos nos que sabíamos da promessa, percebemos que aquela criança, era o fruto daquela palavra profética que mudou o coração deste amigo muito especial.
Claire de fato no futuro veio a mudar a vida de seu pai, mas esta é outra historia que contarei depois.
As promessas do Senhor nunca falham! Nunca se esqueça disso!

quarta-feira, 15 de abril de 2009

DIVÓRCIO



Nós lemos Mateus 5: 31 e 32 e pensamos nele com nossas categorias ocidentais, posteriores à predominância política do Cristianismo sobre este lado do planeta, impondo não uma nova consciência, mas apenas uma nova Moral.



Todavia, quase nunca levamos em consideração o contexto no qual Jesus disse esta palavra. Naqueles dias, embora a poligamia e a bigamia—tão constantes no Antigo Testamento— ainda existissem, desde o exílio em Babilônia que ela vinha diminuindo—por questões econômicas, como é obvio! Todavia, ainda que ambas não fossem a norma para a maioria, na prática, no entanto, era ainda uma consciência prevalecente.



Prova disso é que em João 8, no episódio da mulher adultera e Jesus, não se apresenta o “homem” com quem essa “adultera”, adulterara. “Ele”, o homem, estava isento das pedradas. Mas a mulher estava lá, seminua ou nua, exposta a todos.



Portanto, quando Jesus diz que a Lei dizia que um homem poderia des-cartar a sua mulher dando-lhe uma carta de divórcio, Ele falava isto a uma assembléia machista, que praticava isto com muita alegria e facilidade. Tudo era motivo para se divorciar. Literalmente, por qualquer motivo, como vemos em Joaquim Jeremias e outros especialistas ( Mt 19:3)



Isto para não falarmos na briga doutrinária que havia, nos dias de Jesus, entre as escolas de Shamai e Hillel em relação ao tema em questão. Era o reino da banalidade relacional.



Nesse caso, o que Jesus diz, levando-se em consideração o “contexto historio”, é basicamente o seguinte:



1) Se, para vocês, a mulher é adúltera quando trai o seu marido, dando-se fisicamente a um homem, todavia, vocês, os homens, cometem muito mais adultério pelo modo “natural” como olham e desejam mulheres (MT 5: 28);



2) Neste mundo onde o homem “descarta” a mulher—ela sem direitos a mesadas e a patrimônio, estigmatizada pela Moral vigente e, praticamente, entregue a sobreviver como pudesse—a única clausula, de permissão ao divorcio era se a esposa traí-se o marido; ou seja: “... em caso de adultério” (5: 32b). Nessa caso, o homem poderia dar a ela carta de repudio e divorcio. Naqueles dias, mulheres não se divorciavam dos homens. Era a Lei.



3) A razão, portanto, tinha a ver com o estigma que a “repudiada”, a divorciada, carregaria, naquela sociedade, daí para frente. Ao homem era permitido—por qualquer motivo—desamparar a esposa, repudiando-a, e, então, depois disto, era-lhe “lícito” escolher outra mulher e seguir adiante com sua vida. Não era sempre bigamia, mas era sempre uma monogamia sucessiva. Ela era extremamente praticada até que Shamai, um rabino, se levantou contra aquela injustiça, discutindo os “motivos justos para dar uma carta de divorcio”, que, à semelhança de Jesus, para ele, também era o adultério.



Todavia, a preocupação era com o estado de desamparo no qual ficava a mulher repudiada-divorciada, pois, para todos, ela passava a ser fadada a nunca mais amar ninguém e nem ter ninguém, apenas porque alguém não a quis mais, por qualquer motivo.



Esta é a razão pela qual Jesus—após denunciar o adultério subjetivo de todos os homens—diz que a preocupação era com expor a mulher a tornar-se adultera (Mt 5: 32c), e, também com “aquele” que, porventura, à ela se ajuntasse, pois, ele também, passaria a ser visto como o marido da repudiada.



Numa sociedade onde o homem tinha todos os privilégios, incluindo o de ter uma segunda esposa caso a pudesse sustentar, descartar a esposa e entrega-la ao mundo com uma letra R, de Repudiada, escrita na testa, e, ainda, esperar que ela vivesse de vento, expunha-a a tornar-se adultera—fosse pela necessidade de ser sustentada por alguém, fosse pela realidade de ter encontrado alguém. Assim, em Mt 5: 27-28, Ele iguala a todos no nível do adultério subjetivo.



Já em Mt 5: 31-32, Ele nos mostra como uma vítima da dureza de coração de um homem—que descarta e não cuida da vida humana que ao seu lado esteve—pode, numa sociedade regida pela Teologia dos Fariseus, ser ainda mais des-graçada.



O “repudio” do homem tornava a mulher, no mínimo, uma “repudiada” e, no caso dela prosseguir com a vida—sem ter que se entregar à mendicância—,a exporia a ser vista, para sempre, como adultera. Dessa forma, Jesus afirma duas coisas: primeira, a seriedade do vinculo entre dois seres humanos numa relação de casamento; e, a segunda, a possibilidade de que a alma humana pudesse se endurecer tanto, que usasse a do outro, e depois, simplesmente a descarta-se, sem cuidado e sem proteção. Em outras palavras: Jesus não entrou na questão da Lei—até Moisés teve mais de uma esposa—, mas na questão da misericórdia, e, sobretudo, no tema da descriminarão Moral do infeliz; e, também no tema da Teologia dos Fariseus e a sua dureza predatória— suas Leis de causa e efeito da infelicidade—, que, naquele caso, era uma Lei animal, que tratava a companheira como lixo.



E por que digo isto?



Por duas razões:



1) Porque é o que vejo no trato de Jesus com as mulheres de todos os tipos de vida durante os Evangelhos. Quase todas elas vinham de vidas infelizes, mas todas foram absolutamente acolhidas, a Samaritana, inclusive, com seu “companheiro”, acerca de quem Jesus disse: “...chama teu marido e vem cá...”



2) Minha leitura da Bíblia, toda ela, está irremediavelmente ligada à única chave hermenêutica que eu creio que é absoluta: “O Verbo se fez carne”—essa é a chave hermenêutica! Logo é no Verbo Encarnado, Jesus, onde vemos o Verbo virar Vida, em todos os sentidos.



Ora, isto nos leva não a ler o que Jesus disse e , para melhor entender o texto, fazermos uma exegese da passagem. Ao contrário: isto nos leva a ler e ouvir o que Jesus disse, e, ver, nos evangelhos, como Ele encarnou aquele Verbo.



Ora, quando fazemos isto, não temos mais o Evangelho que Jesus falou e nós “interpretamos” como bem desejamos; e o Evangelho que Jesus viveu, que nós usamos para nos inspirar na fé na fé. E esquecemos que são naqueles encontros com a vida que cada um de Seus ensinos—literalmente, cada um deles—, teve sua verdadeira interpretação.



Jesus nunca ensinou aquilo que Ele não encarnou, como manifestação da Graça!



A tentativa de fazer exegese das falas de Jesus, e não levar em consideração como Ele tratou as pessoas pelo caminho, é audaciosa, pois, coloca-nos como “os interpretes da Lei”: com a Chave da ciência debaixo do braço, pondo-nos numa posição na qual Jesus pode ser esquizofrenizado pelas nossas doutrinas e Teologias; ou seja: ensinando uma coisa—geralmente legalista em seus conteúdos—, conforme nós “interpretamos” as falas de Jesus; enquanto, também evangelizamos, falando do modo misericordioso como Jesus tratou com amor os pecadores.



O problema é que, na maioria das vezes, o Jesus que encontra pessoas pelo caminho—gente de todo tipo—, não combina com as “interpretações” que fazemos de Suas Palavras.



Quem é que está com problemas? Seria Jesus um “esquizofrênico”?



Seria Ele como os fariseus, que diziam e não faziam?



Ou como os “interpretes da Lei”, que punham fardos pesados sobre os homens que eles nem com o dedo queriam tocar?



Ou nós é que continuamos sofrendo da doença deles?



Responda-me:



Crendo que Jesus é o Verbo encarnado, como você interpreta o que Ele disse?



À luz dos ensinos de nossos interpretes da Lei? Ou, quem sabe, para o seu próprio bem, conforme o Verbo Encarnado em Jesus!



Jesus é a Palavra sendo interpretada aos nossos olhos!



Afinal, o Verbo se fez carne e habitou entre nós...e vimos a Sua Gloria...!





Caio


2003, Copacabana, Rio de Janeiro, 1o ano do site - http://www.caiofabio.com/2009/conteudo.asp?codigo=00213&format=sim

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

O nadador salvo pela sombra...


O nadador salvo pela sombra...

Um excelente nadador tinha o costume de correr até a água e de molhar somente o dedão do pé antes de qualquer mergulho. Alguém intrigado com aquele comportamento lhe perguntou qual a razão daquele hábito. O nadador sorriu e respondeu: Há alguns anos eu era um professor de natação. Eu os ensinava a nadar e a saltar do trampolim. Certa noite, eu não conseguia dormir, e fui até a piscina para nadar um pouco. Não acendi a luz, pois a lua brilhava através do teto de vidro do clube. Quando eu estava no trampolim, vi minha sombra na parede da frente. Com os braços abertos, minha imagem formava uma magnifica cruz.

Em vez de saltar, fiquei ali parado, contemplando minha imagem. Nesse momento pensei na cruz de Jesus Cristo e em seu significado. Eu não era um cristão, mas quando criança, aprendi que Jesus tinha morrido na cruz para nos salvar pelo seu precioso sangue. Naquele momento as palavras daquele ensinamento me vieram a mente e me fizeram recordar do que eu havia aprendido sobre a morte de Jesus. Não sei quanto tempo fiquei ali parado com os braços estendidos.

Finalmente desci do trampolim e fui até a escada para mergulhar na água... Desci a escada e meus pés tocaram o piso duro e liso do fundo da piscina. Haviam esvaziado a piscina e eu não tinha percebido. Tremi todo, e senti um calafrio na espinha. Se eu tivesse saltado seria meu último salto. Naquela noite a imagem da cruz na parede salvou a minha vida. Fiquei tão agradecido a Deus, que ajoelhei na beira da piscina, confessei os meus pecados e me entreguei a Ele, consciente de que foi exatamente em uma cruz que Jesus morreu para me salvar. Naquela noite fui salvo duas vezes e, para nunca mais me esquecer, sempre que vou até piscina molho o dedão do pé antes de saltar na água...
Deus tem um plano na vida de cada um de nós e não adianta querermos apressar ou retardar as coisas, pois tudo acontecerá no seu devido tempo e esse tempo é o tempo Dele e não o nosso...

Pense nisso e repasse, alguém pode estar precisando ler isso hoje!!!!



OBS: Recebi este texto de uma amiga e estou colocando aqui para dividir com todos vocês!!!

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

06 Meses [de Hugo Rocha Jr.]




Prestem atenção todos vocês. Era meu o corpo que ali estava debaixo de um emaranhado inóspito de ferros, tubos, aventais e olhares burocráticos da equipe médica. Por alguma razão, conservava ainda a lucidez e a consciência, apesar da lentidão com que eu as processava. O seu pânico, o seu desespero, os seus comentários estúpidos de nada adiantaram, em nada construíram, pois era meu o corpo que ali estava. Mas, obrigado por pensar em mim. Muitas vezes eu senti o egoísmo se apossar de mim e, confesso, deixei-o se instalar. Auto-defesa, lembram... Sabe, eu não estava lá quando crucificaram o meu Senhor, mas sei de estórias. Sei dos pés calejados, do escárnio, das cusparadas, dos açoites, do seu sacrifício. Vi minha vida passar naquela cama de ferro, e tive a prova do amor superior, amor esse cuja incapacidade dos homens em dar é notória. Pareceu-me, certo dia, um anjo, a criatura aboletada ao meu lado. Ele sorria meio encabulado e dizia para que nada temesse, pois o meu Senhor estava comigo. Retribuí o carinho e procurei seguir. Não tenho seis meses, tenho uma vida inteira pra pôr pra fora.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Muito Obrigada! Obrigada! Obrigada! Obrigada!



████████████████████████████████████████

¦•¦♥¦•¦♥¦•¦♥¦•¦♥¦•¦♥¦•¦♥¦•¦♥¦•¦♥¦•¦♥¦•¦♥¦•¦♥¦•¦
¸.•*♡¸.•*♡¸.•*♡¸.•*♡¸.•*♡¸.•♡¸.•*♡¸.•*

Amados,
.
Dedico esta música ao Meu Senhor Jesus, que me livrou da quimioterapia e da radioterapia, dedico também a todos que oraram por mim e pela minha recuperação.
.
Ainda estou me recuperando da cirurgia, mas estou livre da possibilidade de tratamento extra para o câncer e só tenho a agradecer ao Pai Eterno e aos amigos que me deram forças com suas mensagens e orações...
.
Muito Obrigada! Obrigada! Obrigada! Obrigada!
.
Música: Alegria / Composição: Arnaldo Antunes
.
Eu vou te dar alegria
Eu vou parar de chorar
Eu vou raiar o novo dia
Eu vou sair do fundo do mar
Eu vou sair da beira do abismo
E dançar e dançar e dançar
A tristeza é uma forma de egoísmo
Eu vou te dar eu vou te dar eu vou
.
Hoje tem goiabada
Hoje tem marmelada
Hoje tem palhaçada
O circo chegou
.
Hoje tem batucada
Hoje tem gargalhada
Riso e risada
Do meu amor
.
Um beijo grande
.
¸.•*♡¸.•*♡¸.•*♡¸.•*♡¸.•*♡¸.•♡¸.•*♡¸.•*
¦•¦♥¦•¦♥¦•¦♥¦•¦♥¦•¦♥¦•¦♥¦•¦♥¦•¦♥¦•¦♥¦•¦♥¦•¦♥¦•¦
█████████████████████████████████████████

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Salvando um casamento da bebida e da falta de união após os 70 anos de idade...


Era a noite de uma sexta-feira, e eu aguardava pelo Pastor da minha Igreja, porque naquele dia fazíamos algo que chamávamos de “Corredor dos Milagres” com toda a congregação, meu Pastor era um homem muito honrado e havia recebido por Deus o Dom de Cura e de Maravilhas e Prodígios, então eu e mais algumas pessoas o acompanhávamos em seus cultos auxiliando-o no altar.

Ele ainda não havia chegado à igreja e eu estava sentada em um dos bancos da nave da igreja com minha bíblia aberta lendo algo que agora não me recordo mais. Foi quando se aproximou de mim e sentou ao meu lado uma bela senhora. Ela tinha longos cabelos brancos abaixo da cintura, vestia um vestido de cambraia bordada branco, calçava chinelos muito simples e surrados e abraçava sua bíblia com muito carinho. Então me perguntou se poderia conversar comigo, eu lhe respondi que sim, ela me contou a seguinte historia.

Ela e o esposo seguiam a Jesus desde o nascimento, eram de família cristã e tiveram casamento cristão, mas em dado momento da vida a dois, o seu marido desviou-se do caminho de Cristo, começou a beber e em casa eles tinham muito problemas de relacionamento. Contou-me isso e perguntou-me: “Irmãzinha o que eu faço? Antes de sair de casa naquela noite para vir a igreja orei ao Senhor e disse ao Eterno: “Senhor, vou falar com aquela jovem esta noite quando a encontrar na igreja e o que ela me disser como solução para o meu problema eu farei, então coloca tuas palavras na boca da jovem”. A referida jovem era Eu!

Depois de ouvir tudo isso, pensei: “Que responsabilidade! Quando nem casada eu sou ainda, como posso orientar uma senhora que aparenta ter uns 70 anos de idade?”. Então, eu orei e pedi a orientação do alto e o que me veio ao coração eu repassei a ela. E foi assim.

Pedi para que separasse um vidro de óleo unicamente para este fim, então levasse até o meu Pastor e pedisse a ele para que o consagrasse ao Senhor como de costume e como lhe era autorizado fazê-lo. Uma vez feito isso, ela levaria para casa este óleo consagrado, e ungiria todas as roupas dele de forma invisível, lhe sugeri que ungisse somente as etiquetas de todas as peças de roupas, desde as roupas mais intimas até as gravatas que pouco ele utilizava. Disse-lhe também para que não o deixasse mais beber no bar, e quando as bebidas chegassem a sua casa elas também fossem ungidas nas suas embalagens e o deixasse beber com tranqüilidade.

Ela se surpreendeu com a resposta inusitada que lhe dei, mas me disse que assim o faria.

Não me recordo bem exatamente quanto tempo depois a reencontrei, mas quando isso ocorreu lembro-me bem que ela estava entrando na igreja sorridente de braços dados com um senhor que usava um distinto terno surrado pelo tempo e já meio justo em seu corpo, foi então que imaginei que ele poderia ser seu marido.

Mais tarde após o termino do culto ela veio e me apresentou ele e de fato eu estava certa em deduzir que era seu esposo, então ela me chamou em particular e me disse: “Obrigada, foi através de você que Jesus operou, ele é meu esposo, largou a bebida, está hoje se reconciliando com Jesus e os meus problemas conjugais acabaram!”

Amados, me senti feliz por aquele casal e me senti lisonjeada por Jesus ter me usado como seu instrumento naquela ocasião. Mas diante desse ocorrido vi o quanto é importante “vigiarmos e orarmos”, se tivesse eu deixado meu ego tomado conta de mim, certamente não serviria pra nada como instrumento do Senhor, mas como eu temi a responsabilidade da questão e orei pedindo solução ao Senhor, somente assim pude ser de fato útil.

Então devemos todos os dias “vigiar e orar” e sermos humildes para reconhecer que mesmo que tenhamos experiências de vida, cada caso é um caso em particular e nós mortais não temos as respostas certas, somente o Senhor as tem.

domingo, 23 de dezembro de 2007

A História de Mateus



Conheci "Mateus" logo que me converti. Ele morava sozinho com um primo, "Beto", pq ambos eram do interior e estavam na cidade para conclusão dos estudos. Na realidade eu busquei conhece-lo, porque haveria em minha cidade um grande evento relogioso, chamado "Explosão de Cura", e como eu estava ainda com dúvidas a cerca da existência de Deus e seus milagres, queria levar comigo para comprovar e provocar a Deus alguém que nunca tivesse antes ficado de pé antes.

Foi então que sai perguntando aos novos amigos de igreja se conheciam algum paralítico de nascimento. Entre tantas pessoas a quem indaguei, encontrei uma amiga que me disse "estuda comigo um rapaz que diz nunca ter andado antes, e ele usa cadeira de rodas, serve ele para o que você quer?", então empolgada com a descoberta, pedi a ela que me levasse até a casa do rapaz. Já na casa dele, passei algumas horas até convence-lo de me acompanhar no referido evento de cura, foi difícil, uma vez que nem religião ele tinha, mas o convenci!!!

No dia do evento fui busca-lo, peguei um taxi com ele e o levei ao local em questão. Era um estádio de futebol, que foi fechado unicamente para este fim, o ano era 1986, e os convidados especiais para este evento era um casal de norte americanos cujo Ministério era de Cura Espiritual. Diante destes dados, minha pretensão era sair de lá com Mateus andando e sem a cadeira de rodas que ele usava desde criança.

O culto começou e eu prestava atenção em tudo que ocorria a minha volta com uma "sede voraz " de saber se tudo aquilo era combinado ou se Deus existia de fato e poderia se manifestar ali. Como já era de se esperar, fui desmoralizada pelo Senhor Nosso Deus e Pai, porque Deus me mostrou maravilhas, que nunca mais vi se repetir em minha vida, nesta noite eu vi com meus próprios olhos: cegos enxergarem, vi pernas atrofiadas se encherem de carne e músculos, vi paralíticos andarem e largarem suas muletas e cadeiras, vi e ouvi mudos falarem... foi simplesmente incrível, impressionante, explosivo, sai de lá sem palavras!!! E até hoje quando lembro das coisas que vi me emociono...

Mas dai, e Mateus? Que o levei na esperança de tirá-lo da cadeira!!! Com ele nada aconteceu para minha surpresa... e apesar das maravilhas que vi, sai de lá arrasada porque justamente a pessoa que levei não foi curada, me perguntei e perguntei a Deus porque? Estaria eu sendo castigada por minha falta de fé? Por ter provocado ao Senhor? Pensei mil coisas nada conclusivas... e levei Mateus de volta pra sua casa...

No dia seguinte, acordei mais uma vez determinada a faze-lo andar e com a idéia fixa de que isso aconteceria mais cedo ou mais tarde. Então fui visitá-lo!!!

Na casa dele, mais uma vez o convenci de me acompanhar em uma nova jornada, passei a leva-lo todos os dias para minha igreja, ia busca-lo e ia deixa-lo religiosamente. Na igreja, muitos irmãos, principalmente os mais idosos, se aproximavam de Mateus e diziam, para ele se levantar da cadeira porque ele já estava curado. Com o tempo comecei a considerar esta solicitação dos irmãos uma ofensa, como ele poderia levantar-se se nunca havia andado antes e sua cura não estava comprovada, e passei a defende-lo diante das pessoas.

Certo dia fui buscar Mateus como sempre fazia, e ele me disse para não perder mais meu tempo com ele, porque o meu Deus não o curou naquele dia especial e nem iria cura-lo, então ele sentia que eu me desgastava em vão, e já estava até me aborrecendo com os irmãos da igreja por causa dele e mesmo já não queria mais ir a igreja. Tentei remover esta idéia da cabeça dele, mas sem sucesso, respeitei sua vontade e fui embora.

Passado algumas semanas, estávamos na igreja fazendo comemorações de Pentecostes e eu participaria de um grupo de dança de louvor ao Senhor, mas o ensaio foi cancelado e eu fui para o culto a noite.

Na entrada da igreja encontrei o Beto, primo de Mateus, me aguardando muito assustado e preocupado, então como o culto já havia começado eu o levei para dentro e disse a ele, que depois ele me contasse o que o afligia tanto. Assistimos ao culto, ele sentado ainda muito nervoso ao meu lado e quando acabou pedi que me contasse.

Tive a maior de todas as surpresas e grande alegria, Beto me relatou, que ao amanhacer levantou um pouco mais cedo do que de costume, e viu a porta do quarto de Mateus entre-aberta e tomou grande susto com o que presenciou. Viu seu primo Mateus de pé e andando no quarto sem a cadeira, então Beto se trancou em seu próprio quarto, vestiu-se e pulou a janela para não encontrar com Mateus e saiu de casa. Ficou andando fora nas ruas sem rumo o dia todo, aguardando o cair da noite para encontrar comigo porque ele próprio estava sem coragem de retornar para casa depois do que viu.

Eu fiquei com o coração repleto de alegria, porque finalmente havia acontecido o milagre que pedi ao Senhor, e não me continha em meu próprio corpo pulava de alegria, que era tamanha, que como dizem os árabes "parecia que a alma ia me fugir do corpo". Então disse a Beto ter coragem, que era motivo de festejar, mas que eu o acompanharia sim até sua casa com prazer, porque eu também queria ver este milagre.

Fomos juntos então, o pobre rapaz me acompanhou como se estivesse indo ver um fantasma de tão nervoso.

Quando chegamos lá, Mateus estava calmamente sentado em sua velha cadeira, na porta de sua casa lendo um livro. Então eu cheia de alegria e inexperiente nos meus 17 anos apenas, não fui nem um pouco sutil e de cara já fui tocando no assunto, lhe dando um forte abraço e o parabenizando pela graça alcançada.

Dai veio em seguida minha tristeza, e talvez um dos maiores desafios que já vivenciei.

Mateus, me confessou que desde o primeiro dia, na "Explosão de Cura", Jesus o havia curado. Ele me disse que andava escondido em seu quarto, desde aquele dia em que o levei ao estadio. Mas, ele me confessou tambem, que não queria ser curado, que ele recusava a benção, porque na ocasião, Mateus já tinha mais de 30 anos de idade e não possuia profissão alguma, e que se levantasse de sua cadeira teria que trabalhar em alguma coisa, pois sua familia não iria mais sustenta-lo financeiramente, mas ele não sabia fazer nada, então me disse: "pede ao teu Deus para me aleijar de novo".

É claro que nunca fiz tal pedido a Deus!!!

Ouvi, tudo que ele tinha para me contar com paciência e coração apertado de dor. Quando ele acabou, me pediu para nunca mais voltar na casa dele, porque eu havia desgraçado sua vida, com minha fé e minha insistência.

Então disse a ele que eu até iria embora e nunca mais retornaria, mas que ele me devia uma coisa e esta coisa eu exigia antes de ir embora, pedi a ele: "ande! quero ver você andando! você me deve isso! e nunca mais volto aqui...". Ele levantou-se da cadeira e andou para eu ver, andou, agachou-se, pulou, fez movimentos que nunca na vida havia feito antes. Depois de ver o milagre, dei um abraço nele e me despedi.

E como prometi nunca mais voltei lá!!! Nunca mais vi Mateus de novo!!!

Ainda oro por ele, mas nestes anos todos tenho pedido ao Senhor que retire a deficiência da mente dele. Hoje com a experiência que tenho, vejo que ele precisava de duas curas, uma fisíca e outra espiritual, na alma, na auto-estima. Talvez se eu tivesse a oportunidade de encontra-lo novamente teria mais argumentos para discutir com ele ou orar por ele!!!

Mas esta é mais uma experiência que o Senhor me deu que agradeço apesar de tudo, e principalmente porque se cumpre mais uma Promessa, quando Ele me disse: "Verás muito do Meu Poder".

Eu vi e eu senti!!!

[os nomes Mateus e Beto, são ficticios para resguardar a privacidade das pessoas envolvidas nesta história, mas ela é real]



segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

TEMPO [Eclesiaste 3:01-22]


1
TUDO tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.
2
Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou;
3
Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar;
4
Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar;
5
Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar;
6
Tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora;
7
Tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar;
8
Tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz.
9
Que proveito tem o trabalhador naquilo em que trabalha?
10
Tenho visto o trabalho que Deus deu aos filhos dos homens, para com ele os exercitar.
11
Tudo fez formoso em seu tempo; também pôs o mundo no coração do homem, sem que este possa descobrir a obra que Deus fez desde o princípio até ao fim.
12
Já tenho entendido que não há coisa melhor para eles do que alegrar-se e fazer bem na sua vida;
13
E também que todo o homem coma e beba, e goze do bem de todo o seu trabalho; isto é um dom de Deus.
14
Eu sei que tudo quanto Deus faz durará eternamente; nada se lhe deve acrescentar, e nada se lhe deve tirar; e isto faz Deus para que haja temor diante dele.
15
O que é, já foi; e o que há de ser, também já foi; e Deus pede conta do que passou.
16
Vi mais debaixo do sol que no lugar do juízo havia impiedade, e no lugar da justiça havia iniqüidade.
17
Eu disse no meu coração: Deus julgará o justo e o ímpio; porque há um tempo para todo o propósito e para toda a obra.
18
Disse eu no meu coração, quanto a condição dos filhos dos homens, que Deus os provaria, para que assim pudessem ver que são em si mesmos como os animais.
19
Porque o que sucede aos filhos dos homens, isso mesmo também sucede aos animais, e lhes sucede a mesma coisa; como morre um, assim morre o outro; e todos têm o mesmo fôlego, e a vantagem dos homens sobre os animais não é nenhuma, porque todos são vaidade.
20
Todos vão para um lugar; todos foram feitos do pó, e todos voltarão ao pó.
21
Quem sabe que o fôlego do homem vai para cima, e que o fôlego dos animais vai para baixo da terra?
22
Assim que tenho visto que não há coisa melhor do que alegrar-se o homem nas suas obras, porque essa é a sua porção; pois quem o fará voltar para ver o que será depois dele?

domingo, 9 de dezembro de 2007

Os Cajueiros


Eu e meu esposo temos um amigo em comum, para preservar sua identidade vou chamá-lo de Humberto.
Nosso amigo Humberto, certa vez chegou na nossa casa insatisfeito, triste em ver que seu pai adubava o solo de seu sitio com os melhores adubos e nada florescia ou dava frutas, e lá no sitio haviam muitas arvores frutíferas,haviam muitos cajueiros, mas nunca nem pai e nem filho haviam colhido qualquer uma fruta que fosse.
Então Humberto nos contou triste a insatisfação de seu pai que não consegui colher nada de suas arvores tão bem adubadas e tecnicamente nem arvores e nem solo, sofriam de qualquer moléstia natural.
Então na intenção de ajudá-los, oramos ao Senhor, e em oração nos veio a resposta sobre o que deveria ser feito. Meu esposo juntamente com nosso amigo Humberto, foram para o sitio armados de “metralhadoras espirituais”, levaram com eles: a bíblia, óleo consagrado e sal consagrado. Lá no sitio, eles oraram, e jogaram sal e óleo consagrado ao Senhor no pé de cada arvore, entregaram o referido sitio ao Senhor. Descansaram e retornaram para casa.
O tempo passou e como foi entregue nas mãos do Senhor, entendemos que estava resolvido, mas acabamos nos envolvendo em outras questões e esquecemos da história das arvores do sitio de Humberto.
Certo dia, já passado meses do ocorrido, Humberto apareceu em casa, com uma sacola grande e cheia de frutas, em especial cajus, e para nossa surpresa as frutas todas inclusive os cajus eram do sitio, era a primeira colheita que pai e filho fizeram. Humberto nos contou que colheram tantas frutas que seu pai ficou surpreso e se perguntando o que havia ocorrido com aquelas arvores que até então nunca deram nada.
Nós agradecemos ao Senhor pelo milagre e fizemos suco de caju, doce de caju... foi uma alegria só!!!

quarta-feira, 25 de julho de 2007

SEJA BOM ANFITRIÃO... [Mateus 10:40-42]


40 Quem vos recebe, a mim me recebe; e quem me recebe a mim, recebe aquele que me enviou.
41 Quem recebe um profeta em qualidade de profeta, receberá galardão de profeta; e quem recebe um justo na qualidade de justo, receberá galardão de justo.
42 E qualquer que tiver dado só que seja um copo de água fria a um destes pequenos, em nome de discípulo, em verdade vos digo que de modo algum perderá o seu galardão.



Tenho ao longo destes anos todos aprendido muito com o Senhor, e uma das coisas importantes que aprendi com Ele, é que Nosso Deus é um "cavalheiro" muito fino e muito educado, embora Ele tenha planos para a vida de seus filhos, Ele tb nunca nos força a nada e não nos invade. O Senhor, deseja que possamos nos aproximar Dele por amor e bate na porta de nosso coração, se o deixarmos entrar será maravilhoso, mas se não o deixarmos entrar, Ele como bom cavalheiro aguarda nova oportunidade para bater a porta novamente.
.
Aprendendo este aspecto do caráter de Deus, e não sou dona da verdade, apenas relato minhas experiências com Ele, quero deixar claro! Em diversos momentos lendo a Palavra, encontrei vários textos onde Ele nos ensina a sermos pessoas educadas, pessoas boas, pessoas de quem Ele possa olhar de seu trono no céu e se orgulhar de nós, e dizer a si mesmo como Pai maravilhoso que é "Este é meu filho [ou filha]!!!". Igual como fez Ele fez com Jó, Ele olhou do seu trono e disse "Este é Jó meu servo fiel", o restante da história vcs conhecem. Mas Ele se orgulhou, como Pai e Senhor, da fidelidade que Jó tinha com Ele, do senso de justiça de Jó para com seus subordinados, do amor de Jó para com sua família e até do carinho de Jó para com os animais que possuía, em outras palavras e como se dissesse "meu filho Jó é um homem justo e educado" com o coração de Pai feliz em ver que surtiu bom efeito a educação que deu a Jó.
.
O texto de Mateus acima fala bem disso, da boa educação! A primeira vez que tive contato com esta passagem bíblica, me foi mostrado de outra maneira e em outro contexto, mais tarde lendo e meditando a cerca do que está escrito, vi que Ele nos ensina a "bem receber", a sermos bons anfitriões, e que se o fizermos do modo correto receberemos nossa recompensa. O Senhor é assim, Ele se preocupa em nos ensinar desde as menores ações, e servir a Ele é estar de ouvidos e coração atentos para receber estas orientações, mas principalmente colocá-las em prática.
.

Se vc recebe alguém em sua casa dê o seu melhor, dê o seu melhor de tudo, da sua cordialidade, de sua paciência, da sua boa mesa, se a pessoa ficar para dormir a faça descansar com dignidade e em local limpo e seguro, faça para Ela como se Deus Pai estivesse lhe visitando. Acredito que seja isso que Deus espera de nós como cristãos, que sejamos cordiais, que sejamos amorosos, que possamos ter o mínimo de transparência e de semelhança com Ele, e na duvida na hora de fazer algo para um irmão, se olhe no espelho e pergunte a si mesmo "O que Jesus faria se estivesse em meu lugar agora?", certamente a resposta virá e vc esteja de ouvidos bem atentos para ouvir.
.
Que a Graça e paz de Nosso Deus esteja sobre sua vida e das pessoas a quem vc ama...

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Estar no lugar certo e na hora certa, para ser instrumento de Deus...

Catedral de Belém: (1748-1771) está entre as mais belas do país. As torres, no estilo clássico, foram projetadas pelo italiano Giuseppe Landi.



Há em Belém do Pará igrejas lindíssimas, de grande valor histórico e arquitetônico, e entre nossas preferidas está a Igreja da Sé, ou como é chamada tb Catedral Metropolitana de Belém. Eu e meu esposo sempre que íamos para o centro da cidade, mesmo sendo evangélicos, nós entravamos na Igreja da Sé e nos sentávamos ali para falar com Deus e para admirar a sua beleza.

.

Um dia fomos nós dois e mais uma amiga nossa ao centro da cidade, e como era de costume, entramos na Igreja da Sé, e ali ficamos alguns minutos. Derrepente entrou na igreja e sentou no banco a nossa frente, uma jovem com uma bebezinha muito sorridente. A mãe de joelhos, chorava muito enquanto orava, e a bebe virou-se para trás e ficou brincando conosco e nós com ela.

.

Sua mãe quando terminou suas orações, voltou-se para nós e perguntou, “vcs gostaram tanto assim da minha filha?”, e eu surpresa com a pergunta respondi, “claro que sim, sua filha é linda! Que bebe lindo que vc tem, ela é tão sorridente e tão feliz!”. A jovem então virou para nós e nos contou que ao entrar na igreja tinha a intenção de deixar sua filha lá, abandoná-la dentro da igreja, pq não tinha condições de criá-la.

.

Nós três, eu, meu esposo e nossa amiga, ficamos mais que surpresos com a declaração da moça, então conversamos com ela para que ela não fizesse isso jamais. Mas ela concluiu dizendo que perdeu a coragem de abandonar a própria filha, quando nos viu brincando tão alegremente com sua bebe. Então ela agradeceu, por estarmos ali naquele momento, e disse que não faria mais isso, que ia lutar pra ficar com sua filha. E as duas, mãe e filha foram embora, nunca mais as vimos.

.

Mas sabe que penso diante disso? Se fossemos evangélicos preconceituosos com as igrejas católicas e não admirássemos a beleza histórica de nosso país, provavelmente não estaríamos ali, naquele momento e naquele lugar, no instante em que aquela mãe pretendia abandonar sua filha. Talvez aquela criança hoje fossa mais uma órfã dentro dos inúmeros orfanatos e instituições que temos para adoção no Brasil. E nós não teríamos sido mais uma vez instrumentos de Deus.

.

Acredito que ser cristão é isso, estar no lugar certo e na hora certa em que o Altissimo precisa de nós. Graças ao Pai, estávamos dentro da Catedral Metropolitana de Belém, num dia de muito calor e sol intenso, e mesmo assim não perdemos nosso bom humor para brincar com uma criança. E assim sensibilizamos sua mãe ao ponto de fazê-la mudar de idéia. Só Deus faz estas coisas!!!

domingo, 15 de julho de 2007

Devemos Fazer a Diferença na Vida das Pessoas que Conhecemos...

foto ilustrativa da região


Certa vez em minha cidade de origem, conheci 02 garotos, um deles com 09 anos de idade se chamava “A” e seu irmão com 05 anos de idade se chamava “L”, não vou dar seus nomes verdadeiros para manter sua privacidade, mas ambos moravam na periferia da cidade de Belém do Pará e vendiam amendoim em uma região muito badalada onde amigos se reuniam a noite para conversar e se encontrar.

.

O mais velho, “A”, era muito articulado e sabia falar muito bem, nem parecia ter apenas 09 anos, já o menor, “L”, tinha todas as tolices e manhas que eram próprias da idade dele, com o passar do tempo ficamos amigos e eles sentavam para conversar conosco e contar seus sofrimentos e angustias.
.
Eles vendiam amendoim pq precisavam sustentar a família: mãe, padrasto e mais 04 irmãos menores. Infelizmente tanto o padrasto quanto a mãe dos garotos eram alcoólatras e se por ventura eles não chegassem em casa com o dinheiro da venda dos amendoins os dois garotos apanhavam muito, e toda a renda daquela família vinha destes dois meninos, que por trabalharem não podiam freqüentar a escola, e isso era algo que ambos queriam, principalmente “A”.
.
Bom, o tempo foi passando, “A” e “L” foram crescendo, os problemas em casa aumentando e nossa amizade ficando ainda mais próxima. Muitas vezes tentamos conversar com a mãe dos garotos, certa vez chegamos a conseguir levar “A” para passar uma temporada na praia conosco, ele não sabia o que era se divertir. O primeiro brinquedo que “A” ganhou na vida dele, fui eu que dei a ele, foi uma cena emocionante chorei junto com ele, até pq eu não sabia que ele nunca havia recebido nenhum brinquedo e muito menos presente de aniversário, foi realmente inesquecível! E isso também aconteceu com a primeira roupa nova, coisa que ele nunca havia tido, uma roupa comprada para ele!
.
O desejo deste garoto por mudar de vida foi aumentando conforme íamos conversando, o levamos para nossa igreja, o levávamos para passear conosco, meio que ele virou o “mascote querido” de meu grupo de amigos. Nos divertimos muito juntos, e sempre procurávamos orientá-lo no caminho do bem, no entanto “A” cresceu e nunca se envolveu com nada de errado, era um garotinho de pouca idade bem ajuizado que cuidava dos irmãos menores com muito zelo. Chegou o tempo em que o padrasto dos garotos, começou a tentar abusar sexualmente das irmãzinhas deles, que eram muito pequeninhas, e era ele “A”, ainda criança, que as defendia.

.

A mãe estava cada dia mais alcoólatra e violenta. Então imagine você o inferno que estas crianças viviam, sem dizer que a casa possuía apenas 02 cômodos, com banheiro externo e sem porta, mal eles tinham o que comer, e vestiam e calçavam o que os outros já não queriam mais.

.

Certo dia “A” apareceu em minha casa todo machucado em especial o braço direito, quando olhei fiquei horrorizada, era uma fratura exposta, o pequenino sangrava muito e conseguíamos ver seu osso para fora da pele, foi uma cena terrível! Isso foi o resultado de uma surra que ele pegou da própria mãe, que retirou uma tabua da cerca da casa e quebrou no braço do garoto, pq ele foi assaltado e voltou pra casa sem dinheiro.
.
O que fizemos?

.

O levamos até o Conselho Tutelar de minha cidade natal, falamos com a Assistente Social, ela tomou conta dele, o medicou e o curou. O Conselho Tutelar abrigou “A” por muitos dias para ficar em observação e esperar sua total recuperação, e sua mãe foi chamada para uma conversa, onde o Conselho ameaçou tirar dela todos os filhos e enviá-los para a adoção caso não mudasse sua postura diante das crianças.

.

E mesmo sob ameaça, ela mudou mesmo, colocou o padrasto para fora de casa, começou também a trabalhar e colocou as crianças na escola.
.
Hoje “A” está um homem, ele está casado, com um filho, é evangélico, não bebe, não fuma, nunca se drogou, nem roubou ninguém, mesmo com todas as dificuldades. Continua cuidando dos irmãos menores e os aconselhando para andar no caminho do bem como fazíamos com ele, e quando a mãe esquece e volta ser violenta ele lembra que o Conselho Tutelar ainda existe fazendo ela se arrepender.
.
Foi muito importante denunciar ao Conselho Tutelar a situação em que estas crianças viviam e a denuncia, não mudou financeiramente a vidinha de “A” e “L”, mas deu a eles a oportunidade que poder viver sem violência e com dignidade dentro da situação financeira deles mesmos, e assim seguirem suas vidas e formarem suas famílias e nelas fazerem diferente do que foi feito com eles. A ultima noticia que tive deles, “L” estava formando a sua própria família, seguindo o exemplo do irmão “A”.

.

O Senhor me ensinou com o exemplo da vida de “A” e ”L”, que muitas vezes somos colocados em locais e em momentos estrategicamente pensados por Deus para fazer a diferença na vida dos seus filhos e se nos acovardamos ou simplesmente dizemos “oh garoto sai fora daqui, não quero seu amendoim” perdemos a oportunidade de sermos não somente instrumento na Obra de Deus, mas tb de fazermos amizades preciosas que talvez no futuro possam a vir a nos ajudar ou nos dar o alento certo no momento de grande dificuldade.

.

Amo esses meninos, e fico feliz e grata ao Senhor por hoje eles serem homens e homens de bem, eu faria tudo novamente, mas faria melhor do que fiz por eles, pq hoje tenho mais experiência de vida do que naquela época em que eu era uma garota somente.